Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Existe mesmo a vida eterna?

O ex-presidente FHC estava no programa Manhattan Connection do dia 03 de Janeiro de 2016, e perguntaram pra ele sobre o segredo de tanta saúde aos 84 anos. Gostei da resposta.

Ele falou sobre a importância de uma vida ativa, do bom humor, de uma boa alimentação, de exercícíos físicos, enfim de uma vida regrada e cheia otimismo. Resumindo: viver intensamente e reconhecer limites.

Então perguntaram para ele o que ele gostaria de saber e que não pode. A resposta foi: "A vida eterna". 

O FHC sabe muito sobre viver essa vida, mas não nada sabe sobre a vida eterna. Ele gostaria de saber. E você? O que sabe? O que vive? 

"...Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho." (1 Jo. 5.11)

Como desfrutá-la? 

Confie no testemunho do Evangelho de Cristo, deposite a sua confiança em Jesus como o seu Salvador pessoal. Entenda o propósito de sua Primeira Vinda e do sacrifício dele por você. Assuma sua condição de pecador impossibilitado da salvação. Receba esse presente que ninguém merece, mas que é possível porque Ele nos amou primeiro.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Eu não amo Jesus?

Eu não amo a Jesus! Essa afirmação me incomoda, mas ela é uma forte impressão a respeito da minha espiritualidade e da minha vida.

O meu amor por Jesus talvez seja aquele que Pedro tinha logo depois da ressurreição. Ele tinha só uma consideração por Jesus. Ele não o amava sacrificialmente. Depois Pedro veio a aprender a amar e chegou a morrer por ele. 

Por que eu não amo a Jesus? 

Porque se ele me pedisse alguns dos meus maiores bens e alguns dos meus mais importantes sonhos, eu não estaria pronto pra oferecer. Eu posso até dizer que tudo é dele e pra ele. Mas, ficar sem algumas coisas eu não estaria disposto. 

Eu não amo a Jesus porque eu só daria algumas coisas se ele as arrancasse de mim. Isso não é dar. 

Eu não amo a Jesus porque eu não canto "Tudo entregarei" em plena tranquilidade, sem nenhuma preocupação. 

Eu não amo a Jesus porque o Céu é uma esperança nele, mas que eu não quero que aconteça logo. Gostaria ainda de fazer muito, inclusive por ele. Bom eu gostaria mesmo que fosse por ele. Mas, questiono minhas motivações. 

Por que eu não amor a Jesus? 

Porque sinto muito em não pecar. Algumas vezes, é o que quero. E olho pra Jesus como se ele fosse um estraga prazeres. Eu sei também que esse sentimento cheio de blasfêmia é uma manifestação dessa falta de amor. 

Se minha vida fosse avaliada pelo que faço eu diria que amo a Jesus. Quantas horas me dedico a falar com ele, quanto tempo estudando e lendo as Escrituras dele, quanto tempo com a Igreja dele, ensinando as ovelhas dele, amando a minha família que é dele, servindo a minha esposa que é dele, buscando de alguma forma ser bênção pra ele.

Qual é a auto-acusação então que pesa sobre mim? Eu faço coisas boas, mas tenho dificuldade de plena adoração, dificuldade de contemplação, dificuldade de desejá-lo mais do que desejo essa vida. Não sou digno de Jesus. 

Mas, eu o quero. Eu preciso aprender amá-lo. Eu espero a oportunidade de glorificá-lo, não apenas na morte, mas na vida. Numa vida intensa pra ele, não apenas aos olhos dos homens. 

O que é curioso é que eu não preciso parar de fazer as coisas que faço, nem preciso deixar de amar tudo o que amo. Eu não preciso parar de investir naquilo que invisto. 

Eu preciso "apenas" colocá-lo acima de todas essas coisas e de todos que são importantes pra mim. Eu preciso ter um coração desapegado, entregue, uma esperança descansada, cheio de desejo de uma vida que está acima dessa aqui.

Esse é o perfeito amor que lança fora todo medo (1 Jo. 4.18). Esse texto revela o nível do meu amor. Eu amo a Jesus, mas preciso ser aperfeiçoado em seu perfeito amor que lança fora todo medo.