Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O Evangelho é contraditório?

O Evangelho é contraditório porque não segue o fluxo natural do homem. E o homem não segue o fluxo do Evangelho. É por isso que não entendemos coisas assim...

"Mais bem-aventurado é dar que receber..."

"Dai e dar-se-vos-á..."


"Aquele que perder a sua vida irá ganhá-la..."


"Aqueles que dormem em Cristo ressuscitarão primeiro..."


"Eu farei de vocês pescadores de homens..."

"Aquele que deixar pai e mãe por amor de Mim, receberá muitas vezes nessa vida e no por vir..." 

A nossa mente humana entende essas coisas? Talvez por isso alguns não consigam dar um passo de fé para viver a vida de Deus, plenamente. 

Contribuir, dizer não ao pecado, celebrar uma esperança eterna... são coisas contraditórias a essa vida. 

Bem-aventurados aqueles que vivem acima da média!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Já fez o balanço da virada?

O que foi bom em 2016? Alcançou suas metas? Quantas vitórias? 

O Salmo 98 pode nos ajudar... Ele fala das vitórias que vêm do Senhor (1-3), da celebração exultante como resposta (4-6) e, consequentemente, do temor que nos envolve (7-9). 

E então? Como vai você diante do balanço da virada? 

O que Deus fez em sua vida? O que aconteceu de bom? Você consegue perceber que até algumas derrotas foram vitórias em sua vida? O que aprendeu com as "derrotas"? E quando houve derrota mesmo, você entendeu que não foi atitude capisciosa de Deus contra você? 

Quanto houve de celebração? Ações claras de gratidão e culto. Quanto você celebrou a bondade, graça e poder do Senhor? 

E o resultado de tudo? Provocou temor em seu coração? Como você sai de férias? Como celebra seus dias em casa? Como se comporta em família? Há temor de Deus claro em suas atitudes? 

BOA VIRADA! BOM BALANÇO!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Crianças más são adultas precoces

Você já percebeu que as crianças vingativas, cheias de malignidades, fofoqueiras... aprenderam tudo isso dos adultos? Não que elas não sejam pecadoras, mas a capacidade de pecar delas, se expande a partir da má influência dos adultos. 

Afinal, à que nos desafia o Evangelho?

"Eu lhes asseguro, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos Céus." (Mt. 18.3)

A proposta não é para que as crianças se tornem como os adultos, mas que os adultos se tornem como as crianças. 

Precisamos entender isso melhor. Tem adulto com atitudes pueris - sem nenhuma maturidade - achando que isso é o Evangelho. Exemplo? Eles falam o que querem e se vêem como crianças. Alto lá! A honestidade nas repostas imediatas das crianças não trazem a malignidade de coisas que estão sendo arquitetadas contra o próximo. 

Entendem que não é muito simples ser como elas?

E quando você convive com pessoas que testam a sua capacidade de ser como criança? Vamos olhar como oportunidade? 

Sejamos como crianças que não nutrem malignidade, vingança, respostas preparadas para humilhar, malignidade contra o próximo, malícia pra si mesmo etc. Afinal, se encontramos essas coisas nelas é porque elas estão deixando de ser crianças e isso tem muito a ver  com a nossa adultice irrresponsável. 

O fracasso "coach" de Jesus

Jesus serviria como referência para o mundo "coach"? Ele treinou 12 homens, e terminou sozinho, num primeiro momento.

Alguns diriam: Ele revolucionou o mundo com esses doze. É verdade. Somos fruto desse primeiro investimento que desencadeiou mundo afora. No entanto, quero pensar somente nos últimos dias de Jesus. Posso? 

Ele tinha 12 discípulos e nenhum deles foi até o fim. Os últimos dias de Jesus não servem como referência para o mundo "coach" de hoje. E minha intenção aqui não é ver nada positivo, senão a perseverança e a fidelidade do próprio Mestre.

Estou a viver meus últimos dias como pastor da Iec Fidelidade. E penso que muitas coisas poderiam ser muito melhores. Passei agora pouco numa rua onde algumas casas foram alcançadas e nenhuma daquelas pessoas queridas permaneceram. Ontem a presença no culto foi baixíssima. O que tem se tornado muito comum. Tínhamos mais visitantes que gente que pensa estar. Mas, todos pensam que estão muito bem assim. É horrível depois de 19 anos de pastorado ver um monte de gente fazendo tudo diferente do que você discipulou por vezes. 

Eu não tenho que celebrar? Tenho muito, mas não é a proposta dessa reflexão. Quero deixar claro que treinar não é garantia absoluta do sucesso da continuidade. Treinar é apenas é um meio da graça, graça que incondicionalmente não deixa morrer a semente da Igreja, porque um dia Deus nos amou em Cristo e prometeu alcançar todas famílias da terra.

Investir não é tão seguro como alguns ensinam. Discipular é um risco. E se você ficar sozinho no final? 

Somente vale quando o mestre persevera, quando quem ensina vive em fidelidade mesmo que os seus discípulos desistam. 

O foco aqui é o Mestre. Jesus não desistiu. Sua fidelidade não foi condicional. É assim que precisamos combater o bom combate até que nos venha o tempo da coroa incorruptível. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Hoje eu tive um velho sonho...

Sonhei que a classe dos jovens estava reunida. Eles sorriam com a Bíblia nas mãos. Sorriam e sonhavam. Sonhavam juntos com projetos missionários. Eles estavam quebrantados. 

Sonhei com os jovens casais debruçados sobre as Escrituras. Eles estavam prontos pra ter filhos. Filhos bem educados na Palavra. Crianças que não esperavam ser a Igreja do futuro. 

Sonhei com idosos tendo visões porque se ocupavam com a oração agradecida e intercessória. 

Sonhei que a obra missionária crescia muito porque à medida que o povo investia, eles eram abençoados, e à medida que eram abençoados investiam. 

Sonhei com novos missionários. Gente que não resistiu aos campos brancos. 

Sonhei com uma igreja que crescia porque muitos se convertiam ao Senhor, e não porque buscavam as suas bênçãos. 

Acordei!

Mas, o sonho continua. 

Foi agora pouco em meu tempo de intercessão.

AVIVA SENHOR A TUA OBRA EM NOSSO MEIO! (Hab. 3.2)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Igreja? Nem sempre!

Jesus sempre foi contra a religiosidade farisaica. Aliás, a verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas e guardar-se incontaminado do mundo (Tg. 1.27). 

Então alguns que fazem coisas tão boas, que sabem ser toda a vida para a glória de Deus (1 Co. 10.23) estão diminuindo suas responsabilidades na Igreja local.

E quando voltam de um aniversário depois de terem tido a oportunidade de orar, ou quando voltam da praia e lá também tiveram oração e reflexão bíblica, eles se sentem apoiados por Deus por estarem fora das reuniões da igreja.

Ah, quer dizer então que não podemos glorificar a Deus em outros lugares? Quer dizer então que é pecado fazer outras coisas no domingo? Não disse isso!

Gostaria que você abrisse os olhos e percebesse que quando a Igreja se torna segundo ou terceiro plano também se diminui o envolvimento missionário. 

Ausentar-se das reuniões da Igreja está muito associado ao liberalismo e a libertinagem a médio-longo-prazo. 

Pais que se comportam assim não estão semeando o melhor na vida dos seus filhos. Perigos os cercam mais à frente. Eles podem até se proteger hoje, mas seus filhos estão aprendendo que Igreja é importante, mas nem sempre.

Espero que você me ajude a não criar um grupo de fariseus dominicais que resumem a vida cristã ao domingo, mas que também não cai na libertinagem em deixar a Igreja em segundo ou terceiro plano. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Eu quero mais...

Tenho feito algumas críticas e ouvido outras sobre a situação da Igreja Brasileira. É verdade! É triste a frieza para oração e o fervor para os shows. 

Eu sou vendedor de livros e não de sonhos, por isso minhas vendas são tão ínfimas? Sei que os livros provocam sonhos, mas falo a respeito dos pregadores de auto-ajuda. Seus livros vendem muito.

Por quê? O tempo de cantar chegou! O tempo de dançar chegou! E o tempo de ler? E o tempo de orar? E o tempo de jejuar? O Noivo se foi...

O que estamos fazendo? 

O que eu estou fazendo? 

Eu preciso ser o que espero que a Igreja seja. Se quero uma Igreja de joelhos, antes eu preciso calejá-los. Se quero uma Igreja que lê, antes eu preciso comer a Bíblia e os livros. 

Enfim, quero cantar com os que oram e não apenas com os que cantam. Quero ler com os jejuam e não apenas com os intelectuais profissionais do Reino. 

Maranata em minha vida! 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Eu sei que Deus sabe!

O que fazer? Não se sabe o que pode ser feito em algumas situações. Você se vê à deriva... 

Desapontado com pessoas, incrédulo com a vida, e ao mesmo tempo, tranquilo porque você sabe que Deus sabe?

É isso! Esse é o meu conforto quando penso que tenho feito a minha parte. Ao menos penso, ou me esforço pra isso. E nesse caso é especial pensar que se eu fosse tratado conforme o mérito de quem eu sou em mim mesmo, toda minha vida seria dignamente destruída. Ele não nos trata segundo as nossas iniquidades, pois se assim fosse quem poderia sobreviver?

E quando resta alguma esperança de socorro, e você descobre que alguns próximos são, efetivamente, distantes da possibilidade de oferecer ajuda prática e tão necessária?

O que resta então? O conforto indescritível de que você sabe que Deus sabe, e isso basta! Basta porque saber de verdade que Ele sabe é o mesmo confiar em Seu amor, e descansar em Seu cuidado, e ainda esperar em Sua bondade.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Ter tempo...

24 horas. É o que todos temos. Quando dizemos não ter tempo, o que queremos dizer? 

"Não tenho tempo" pode significar "Não estou a fim de fazer tal coisa". Há coisas que não queremos fazer, pois tudo que queremos muito, arrumamos tempo para...

"Não tenho tempo" pode significar "Não vou fazer agora. É importante, mas eu faço depois." O problema é que o depois não chega, pois o depois é depois assim como o amanhã tende a ser sempre o amanhã e nunca se torna um hoje. 

E então? Você tem tido tempo pra quê? 

O que tem feito de relevante para o próximo? 

Quanto tempo junto como seus filhos e esposa, e juntos só com a esposa e o esposo? (Passamos um tempo ontem à tarde, com o nosso filho mais velho, "batendo-papo" sem nenhuma tecnologia). 

E a família numa esfera mais ampla? (Puxa! Acabei de me lembrar de uma tia enferma). 

E o tempo de devocional em família? Tem sido de qualidade? (Nós temos feito, mas precisamos fazer com maior qualidade. Acabei de pegar um livro que dá dicas. Lá em casa é um desafio ser pertinente e relevante porque temos 3 filhos em 3 faixas etárias diferentes). 

Ufa! E o tempo que precisamos separar para as tarefas da casa? Não pode ser apenas isso, mas elas competem junto às outras coisas. 

Olha, confesso a vocês que a medida que escrevo me sinto carente da ajuda do Senhor para ter uma agenda bem equilibrada e saudável. Se se sente assim, estamos juntos. Ah, inclusive em oração - que é um outro tempo que precisamos ter no "fechar da nossa porta". 

Carpe diem! Desfrute o tempo que Deus nos dá com as prioridades mais significativas e transformadoras da vida, ainda que pareçam tão simples. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Apesar de mim...

Depois de 19 anos de pastorado eu teria muito pra CONFESSAR e CELEBRAR ao mesmo tempo.

Confessar erros, pecados e limitações minhas. Celebrar a bondade do Senhor para com a Igreja dEle, apesar de mim.Eu sei que meus acertos foram por causa dEle.

E a Igreja? A Igreja é como eu. Aliás, eu faço parte dela. Sou pastor no desempenho do meu ministério, mas também sou ovelha de Jesus.

Como ovelhas de Jesus somos todos - naturalmente - com visão curta e sem percepção dos perigos que nos cercam.

Todas as vezes que consegui me comportar como um pastor de ovelhas e enxerga o perigo, alerta e protege suas ovelhas foi graça do Sumo-Pastor na instrumentalidade dos dons que ele deu a mim.

Enfim, posso assumir o que não deu certo, e honrar ao Senhor da Igreja por tudo o que funcionou, e deu muito certo.

Misericórdia por mim e sobre mim. Honra e glória ao Bispo e Pastor das nossas almas, Jesus (1 Pe. 2.25).

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ficou fácil para o diabo

Chocolate no lugar de pães asmos e ervas amargas. Não é isso que Satanás fez para nos fazer esquecer a Páscoa? O que é a Páscoa senão a maior festa antes da Cruz que aponta para a Cruz.

E agora? Qual é a maior festa que aponta para a Cruz? A Ceia. E o que o Diabo faz? Ele oferece "doce" e logo o povo se vai. 

É sério e preocupante quando a Palavra é deixada - facilmente - por qualquer festinha. Um aniversário aqui, um passeio ali, um jantar lá, uma visita legal acolá etc. 

Antes era mais difícil. Agora ficou fácil para Satanás contra a Igreja. Por quê? Porque as pessoas estão vivendo o Corpo de Cristo como se fosse uma boa opção, e não como sinal de uma busca prioritário do Reino. 

Ainda nos assustamos com famílias desfacelando? Ainda nos assustamos com adolescentes que engravidam precocemente, e que escolhem as drogas? Ainda nos assustamos com casamentos falidos? 

O que vemos são consequências das escolhas levianas contra a Igreja, a Palavra e o Reino de Deus. 

domingo, 9 de outubro de 2016

Aprendendo com gente diferenciada

Raríssima oportunidade e algumas LIÇÕES com Dr. Russel SHEDD hj cedo (dia 05/10/16):

1) Quando FRAGILIZADO no corpo, cultive GRATIDÃO ao Senhor. Ele me falou com alegria sobre o casamento, os filhos, os genros e os netos. E também sobre as oportunidades de vida e ministério, onde já morou por exemplo. Ele já morou em Leria em Portugal, e viu a boa mão do Senhor quando a Editora Vida Nova não deu certo lá. E então a ideia de vir ao Brasil. Que lindo ver o que aconteceu nesse ministério depois de tantos anos;

2) Quando aos 86 anos, continue SONHANDO (ele espera escrever um livro sobre Dons Espirituais);

3) Quando NÃO PUDER SAIR DO LUGAR, continue LENDO e SERVINDO. Ele estava sendo numa poltrona, lendo a Teologia Sistemática que um amigo publicou. E ainda pretende pregar na Ceia de Domingo do próximo se estiver em condições de fazê-lo ao menos sentado);

4) Quando TUDO ESTIVER MEIO CINZA (num câncer agressivo), não deixe o BOM HUMOR. Ele sorriu e brincou com a situação dele. Brincou que se estivesse bom não estaria ali plantado, mas teria me recebido à porta;

5) Quando a VIDA ESTIVER INDO, renove-se na ESPERANÇA e QUEIRA VIVER. Isso foi o que ele demonstrou o tempo todo; e,

6) Quando LIMITADO, continue AMANDO MISSÕES com CUIDADOS. Ele me perguntou sobre a seriedade de um missionário que pede ajuda.


Enfim, precisamos aprender com todos, em especial com aqueles que são diferenciados.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Dízimo: produto da Lei?

O dízimo é mesmo produto da Lei? Por que algumas Igrejas o mantêm? Quais as motivações para ensinar sobre o dízimo? Por que alguns defendem que o dízimo não se deve mais aplicar? Quais as bases de quem faz apologia contra o dízimo? O dízimo é mesmo produto da Lei Mosaica? 

Por que então ele surge ANTES da Lei (Gn. 14.17-24)? 


Por que JESUS o menciona sob crítica a quem o faz como ato unilateral apenas (Mt. 23.23)? Eles deveriam continuar dando o dízimo, mas entender que o espírito e a motivação se justifica nos princípios da justiça, misericórdia e da fidelidade. 


Por que a ordem sacerdotal de MELQUISEDEQUE, uma ordem eterna e que APONTA pra Cristo, aceita o dízimo? Por que então, isto é considerado nos escritos do NOVO Testamento (Hb. 7.1-10)? Não apenas porque se encontra no Novo Testamento, mas porque se trata de um ato que reconhece a autoridade de quem é maior, a atitude de servir de quem é menor, e ainda o princípio da bênção de quem é maior sobre o menor a partir da recompensa.


Enfim, temos mais a dizer a favor que contra. E para quem sai pela tangente no uso de 2 Co. 9.6-7 a respeito daquele que deve dar com alegria quanto quiser, precisa ser coerente com o contexto - uma vez que se trata de ofertas de socorro aos crentes da Judéia. Não é dízimo! 


Então, o que podemos considerar de prático? O dízimo nasce antes da Lei, é oficializado na Lei, e transcende a Lei ao não ser rejeitado por Jesus, e ainda progride da Lei pra Graça na mensagem neo-testamentária e cristocêntrica de Melquisedeque. 


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Os dois SUSPIROS de Jesus

Logo pensamos quando Jesus expirou na Cruz. Não esse “expirar”. O que tem feito você suspirar? Quais os tipos de suspiros que existem? Qual a diferença entre um suspiro profundo, suave e gostoso e um suspiro de chateação, aborrecimento e indignação?

JESUS SUSPIROU PRAZEROSAMENTE quando disse Efatá quando curou um surdo e gago (Mc. 7:33-35). Um suspirar de concentração, de entrega, de elevação do espírito, de quem está prestes a realizar algo maravilhoso, de realização...

Quando você suspira prazerosamente? Essa pergunta não deve ser respondida à luz de prazeres egoístas.

JESUS SUSPIROU INDIGNADAMENTE quando os fariseus lhe pediram um sinal, numa demonstração tola de quem não entendia o sinal que precisam (Mc. 8.11-13).

Esse suspirar é de quem está aborrecido. Se Jesus é nosso modelo também podemos ter suspirar aborrecidos. Mas, a pergunta é: “O que nos deixa aborrecidos?” Jesus ficou indignado com a incredulidade dos fariseus. E, você?

Você é intolerante com as falhas dos outros, e sempre tem uma explicação para os seus erros? Você se aborrece facilmente por pequenas coisas? Estou corrigindo esses tipos de chateações em mim. Mas, como pastor suspiro aborrecido por algumas situações?

Suspiro preocupado quando vejo alguns jovens namorando tão cedo em vias de se tornarem "pais-irmãos", e outros envelhecendo e que serão “pais-avós”.

Suspiro chateado leviandade na vida cristã e na igreja no comportamento de muita gente.

Dizemos que somos discípulos de Jesus. Jesus passou horas em vigília de oração, e dificilmente vemos a reprodução desse modelo. Que suspirar desagradável.

Suspiro preocupado ao pensar no futuro de nossos filhos quando vejo que há pouco investimento financeiro, educacional e espiritual. Também me preocupo onde eles vão morar e em que condições. A tendência é que muitas casas virem “cortiços” em mais duas gerações.

Suspiro ofegante quando vejo casais discutindo. Esposas que afrontam desrespeitosamente seus maridos sem nenhuma noção de que estão fazendo isso com Jesus. E os maridos que não tratam as suas esposas como um ser emocional?

Suspiro mal quando vejo crentes atolados até o pescoço nas suas próprias vaidades, num esquecimento famigerado contra o Reino de Deus!

Suspiro com pena daqueles que se complicam tanto na vida financeira que já nem contribuem mais, e tendem a ser escravos nesse redemoinho cruel de sufoco, aperto, empréstimos para pagar empréstimos, fiadores, agiotagem, dívidas, ligações de cobrança, nome sujo, mínimo do cartão, perca de bens e do sono, agitação, irritabilidade, stress, úlceras...

Qual tem sido o seu suspirar? 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Educação e Família

Há duas coisas na vida que se você guardar você perde. Conhecimento e afeto. Se você guardar eles vão embora. A única maneira de ter conhecimento e afeto é repartí-los. (Mário Sérgio Cortella) 

A escola lembra conhecimento e a família afeto, mas a boa escola transmite conhecimento com afeto, e a boa família compartilha afeto com conhecimento. Também por isso, não dá pra conceber família sem educação e educação sem família. 

Uma existe em função da outra, pois o indivíduo foi feito pra se relacionar. Afinal, qual é a base de todas as nossas relações? A família. 

"Não é bom que o homem esteja só..." (Gn. 2.18). Deus fez o homem e ao perceber que estava só, Ele lhe proveu uma companheira, e depois vieram os filhos. 

Agora o homem tem a mulher. Eles estão acompanhados. Mas, qual seria o segredo para um boa convivência?  Aqui entra a educação. 

A educação não é a imposição de regras de convivência. A educação é transmitir valores que transformam e direcionam vidas.

De onde veio a base-criadora da família? Da Trindade. Já havia relacionamento antes da criação. A família é uma extensão do próprio Deus em sua pluralidade. ISTO É RELACIONAMENTO.

E de onde veio a base-criadora da educação? Das orientações de Deus para o homem: cuidar do jardim e respeitar seus limites (Gn. 2.15-17). ISTO É EDUCAÇÃO PARA A VIDA!

Sendo assim, família sem educação não prepara para a vida e educação sem família não desfruta da essência da vidaE somente que desfruta da essência da vida pode compartilhar conhecimento e afeto ao mesmo tempo. 

Falta de Contribuição, Falta de Outras Coisas!

"Falta de Contribuição, Falta de Outras Coisas!" é um tema que sugere uma abordagem das consequencias que podem sofrer quem não contribui, mas a "...Falta de Outras Coisas!" que gostaria de abordar é outra; é que quando a coisa chega na contribuição já tem muita coisa, mais básica ainda, sendo desprezada.

O que é contribuir com a motivação correta? É compartilhar com outros do privilégio da gratidão ao Senhor, demonstração de dependência no Provedor, e investimento em vidas. 

A negligência na contribuição, normalmente, é a ponta do iceberg. O que pode estar embaixo desse iceberg quando falta gratidão, dependência e investimento? 

Se não consigo agradecer do jeito que Deus espera: ofertando. Se não consigo depender na provisão dEle. Se não consigo me sensibilizar com o Reino de Deus. Onde a minha espiritualidade? Como posso dizer que sou servo? 

O problema é que tudo isso abre brechas para outros pecados. Se minha vida de adoração é afetada o que é natural acontecer? Gastos desnecessários. Não apenas com coisas supérfluas, mas com coisas que não edificam. 

O próximo passo é abrir concessão para "pecadinhos" inofensivos. E então temos um "crente liberal". Vida de Igreja não é prioridade. Leitura da Bíblia quando dá. Vida de oração? Só se for a oração que nasce e morre no próprio umbigo. E então temos um clubinho legal ao invés de Igreja de Cristo que foi chamada para a suprema tarefa de proclamar o Evangelho e promover a glória de Deus. 

De onde vem o adultério e a fornicação? De onde as brigas e a fofoca? De onde a ganância e as dívidas? De onde a insensibilidade e o egoísmo? De onde o sono profundo e a vida medíocre? De onde a falta de entendimento e problemas sérios de relacionamento? De quem contribui? Só se for um hipócrita que deseja negociar com Deus. Por quê? Porque o verdadeiro contribuinte tem um caráter tratado e tratável. Ele enxerga mais do que se vê. Ele consegue chorar e estender as mãos.

Você consegue entender que o estilo de vida revela onde está o nosso coração? Você entende que a falta de contribuição implica muita coisa? Leia o livro do profeta Joel e Malaquias. Leia a história do Israel. Leia Mateus 23. Leia 2 Coríntios 8 e 9. Leia Filipenses. Leia a Bíblia e veja.

Enfim, pode acontecer de um contribuinte fiel ser uma farsa? Claro. Pode haver motivação egoísta na contribuição também. Por outro lado, seria possível ser um discípulo verdadeiro sem contribuição? Impossible!!!! A contribuição ou a falta dela é mesmo a ponta do iceberg.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Descanso circunstancial?

O que Deus fez com Adão para fazer Eva pra ele? Ele o fez dormir, um sono profundo. Adão se desligou completamente de tudo. Foi uma anestesia geral. 

Por que Deus fez Adão dormir? A princípio porque se tratava de um procedimento cirúrgico. Era um procedimento necessário e de proteção das dores, e porque não de surpresa

Coisa parecida acontece com a gente. Em algum momento da vida pode ser necessário parar. E parar pode ser cirúrgico, necessário, cuidadoso e preparatório para novidades.

Podemos ser parados circunstancialmente por saúde nossa ou dos nossos, por mudança de lugar ou trabalho, ou ainda por alguma outra perda, ou simplesmente quando não sabemos como agir e não temos o que fazer.  

O problema é que o tempo de parada circunstancial sempre nos parece o pior, e desastroso. Por quê? Porque as coisas fogem ao nosso controle, e quando não mais controlamos ou pensamos não controlar nossa vida é natural a sensação de insegurança. 

Mas, a questão é: Quem está no controle? Quem é o cirurgião? Quem nos faz parar em alguns momentos, ou de tempos em  tempos? 

A melhor coisa a ser fazer então é não reagir contra. Adão dormiu o tempo necessário. E nós? Temos descansado o tempo necessário? Descansado no Senhor. Ou Ele perdeu o controle da nossa vida? Ou Ele não é o Pai que nos quer bem? 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quem está preparado?

Todos podem se casar, mas nem todos estão preparados para serem maridos e esposas segundo o coração de Deus

Todos podem fazer sexo, mas nem todos estão preparados pra amar.

Todos podem ser pai e mãe, mas nem todos estão preparados para educar.

Todos podem fazer parte de uma igreja local, mas nem todos estão preparados para serem adoradores.

Todos podem contribuir, mas nem todos estão preparados para repartir com alegria.

Todos podem conquistar bens e ter o seu salário, mas nem todos estão preparados para serem mordomos fiéis

Todos podem viver, mas nem todos estão preparados para "carpe diem" e muito menos para a vida eterna

Todos estão preparados para "apontar o dedo", mas nem todos estão preparados para se colocarem de joelhos em arrependimento pelos seus próprios atos pecaminosos. 

Você está preparado?  

A Palavra de Deus, a Bíblia, nos prepara. Fica a dica!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Pastor de Jumentos?

De quem o pastor cuida? A resposta mais óbvia e imediata é: pastores cuidam de ovelhas. Pastores cuidam de um Rebanho. É verdade! Mas, também é verdade que pastores cuidam de Tropa?

A Bíblia diz que Aná apascentava os jumentos de seu pai (Gn. 36.25 - NVI). Jumentos também são cuidados e apascentados, por isso, parte do Rebanho pode ser um Tropa, o coletivo de jumentos. 

Como assim? 

Ou nem todos são ovelhas, ou no mínimo algumas ovelhas se comportam de maneira tola, o que significa se caracterizar como parte de uma Tropa. 

Aliás, Deus nos alerta a não nos comportar como parte de uma tropa: "Não sejam como o cavalo ou o burro, que não têm entendimento mas precisam ser controlados com freios e rédeas, caso contrário não obedecem." (Sl. 32.9)

Nós precisamos de suas orações porque tratamos com Rebanho e Tropa ao mesmo tempo. 

(Obs.: quem está em pauta é o pastor de verdade, não os pastores tolos nem os lobos). 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O que nos falta para novas conquistas?

Essa é a Torre de Belém em Lisboa. Daí saiam as Caravelas para conquistar outras terras. E olha que isso foi nos séculos XV e XVI. O que foi necessário?

Coragem para desbravar o desconhecido. Riscos nos bravios mares. Perigos nas desconhecidas terras. Habilidade e destreza marítimos. E, sem dúvida, a bênção dos céus - que neste caso - na interpretação deles - vinha do mosteiro dos Jerônimos logo em frente da Torre de Belém. 

Não nos falta hoje este mesmo espírito, destreza e bênção? Aliás, por que achamos que não temos a bênção para avançar? 

O que nos falta seriam as bênçãos do Alto ou a coragem para desbravar? 

O que nos falta seriam as bênçãos do Alto ou a destreza para vencer as ondas furiosas que nos golpeiam? 

Se temos as bênçãos do Alto então vamos ganhar os mares, desbravar novas terras, conquistar novos povos.

Parece até que já ouvimos algo parecido? Foi Jesus quem disse: "...edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la." (Mt. 16.18)

O que estamos a esperar?

Se o nosso trabalho se limitar a apenas manter aqueles que já estão, estamos a diminuar a proposta do Evangelho, pois a ideia do texto acima é que as portas que fazem oposição ao avanço da igreja não são capazes de impedir a sua marcha triunfante. 

Desbravar! Essa é a palavra que pode bem interpretar a Palavra de Jesus pra Igreja. 

Chega de desculpas. Somos limitados. Mas, vamos olhar apenas para as nossas limitações? E as virtudes que recebemos? E os dons? E o poder do Espírito? E o Evangelho que é o poder de Deus? 

Se nos falta destreza, vamos nos preparar com metas mensuráveis. Se nos falta o espírito de coragem, vamos orar e agir. 

Sendo assim, qual o seu próximo passo? 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A tristeza de um pastor

Quando comecei a pastorear a mesma igreja local de 19 anos atrás, ela era simples e pobre de posses materiais. As pessoas eram assim. Não havia carros à porta. Muita gente morando de aluguel. Também não havia vários universitários e concursados. O nosso perfil era limitadíssimo. 

Esses 19 anos de orientaçōes e acompanhentos múltiplos provocaram algumas mudanças. Uma visão holística nos fez olhar para todos os lados da vida. Fomos desafiados a olhar todas as coisas como de Deus. Combatemos a visão dualista do santo e profano, pois "quer comamos ou bebamos, façamos tudo para a glória de Deus" (1 Co. 10.31).

Hoje temos muitos carros aos domingos. Inclusive carros muito bons e novos. Muitas casas foram reformadas, e alguns adquiriram suas casas próprias. Hoje temos gente com formação e graduação mais elevada, e alguns outros concursados. Aquelas crianças de 19 anos atrás, alguns hoje estão casados e outros já são pais. Também é muito comum alguns privilégios como pacotes de viagem nas férias.

Eu me alegro com tudo isso. Mas, tenho algumas tristezas também. 

Hoje choro e sinto saudade da simplicidade que provocava maior presença nas reuniões de oração, e nos desafios da Igreja. 

Hoje lamento alguns casamentos sendo desfeitos e outros que já acabaram embora não pareça.

Hoje me preocupo com jovens se perdendo, e alguns em nome de seus direitos adquiridos encontram-se afastados da perspectiva missionária.

Então uma senhora e depois um rapaz sonharam que eu estava triste. Esses sonhos só confirmaram a tristeza de ver que os meus "filhinhos" não andam na verdade (3 João 4). Se a maior alegria de João era ver que seus filhinhos andavam na verdade, a minha tristeza é justamente pelo contrário.

Hoje penso que deveria orar e apoiar somente a prosperidade daqueles cuja alma também são prósperas (3 João 2-3). 

Definitivamente não vale a pena ver um povo se perdendo em suas próprias bênçãos. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Por que fragmentamos a vida?

Temos a tendência de fragmentar a vida toda. Parece que tudo pode ser dividido, separado, afastado. Parece que um ponto não está ligado ao outro. Tendemos a separar as palavras do texto. O nosso esforço é para deletarmos algumas experiências como se elas não mais dialogassem com a nossa realidade.

Não é assim que fazemos com o Domingo, o Templo, o Pastor e o Culto? Não é assim que fazemos com o Ministério Eclesiático e Missionário? Não é assim que fazemos como a própria Palavra? 

Separamos tudo isso da vida comum. Tudo o que se refere à Igreja é santo, o resto é profano, ou ao menos humano, e um humano esvaziado do divino. 

Deus nunca pensou assim. A Palavra nunca foi nos dada para sermos extra-terrestres. A Igreja não existe para nos desumanizar. 

O Domingo não é um Dia do Senhor, muito menos o Dia do Senhor. Que serve ao Senhor apenas num chamado dia dEle tende a viver pra si mesmo nos outros dias.

Todos os dias e tudo o que fazemos é para o Senhor. Não foi essa a teologia paulina aos Coríntios quando eles estavam considerando profano aquilo que para o Senhor pode ser santo também? "Seja comida, seja bebida, seja o que for, precisa ser para a glória do Senhor." (1 Co. 10.31)

Quem é o ungido do Senhor? Todos nós o somos. Respeitamos os pastores que estão sobre nós, mas também entendemos com a Reforma Protestante defendeu sobre o Sacerdócio Universal dos Crentes. 

E sobre o Culto e o Templo? Não queremos diminuir a sua importância e o seu bom lugar em nossas vidas. Mas, templo somos nós mesmos. Nós somos o lugar santo de Deus (1 Co. 6.19). Santidade convém ao lugar onde cultuamos juntos e em qualquer outro lugar, bem como a nossa vida é o altar de culto contínuo ao Senhor. 

O que quero com isso? 

Que sejamos livres para honrar o domingo bem como todos outros dias, cada qual em seu propósito. Que sejamos livres para honrar os pastores e líderes bem como todos os outros servos do Senhor, cada qual dentro do seu propósito. Que sejamos livres para cultuarmos ao Senhor e cultivarmos o culto coletivo, mas cada qual na dimensão que precisa ser vivido. 

Vivamos para a glória de Deus. A vida toda. Tudo o que vivemos. 

Não entendeu ainda? 

Vou ao culto coletivo, jogo futebol, faço caminhada, leio a Bíblia, faço sexo, brinco com os meus filhos, tomo minhas refeições, uso o celular, viajo, prego, leio outras literaturas etc. Tudo, tudo, tudo... para a glória de Deus, e com o mesmo peso de responsabilidade na minha consciência, e com a leveza da mesma gratidão. 

Nem sempre você precisa ficar na encruzilhada. Que seja tudo pra a glória de Deus. Algumas crises são nossas, e produzidas pela nossa teologia e igreja, e não pela Palavra e por Deus. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cadê o dinheiro que tava aqui?

"Cadê o dinheiro que tava aqui?" Esse é o nome de um quadro do Fantástico. Ele expõe a vida de corruptos que esbanjam o dinheiro público com coisas pessoais. 

E se nós fizéssemos um quadro desse com o dinheiro do Reino de Deus? Como seria? Quem seria o personsagem? Podemos propor uma cena? 

O Senhor da Igreja olha para um missionário no campo e decidi enviá-lo uma provisão especial naquele mês. E justo naquele mesmo alguém que seria o instrumento dEle para abençoar aquele missionário, decidiu não repartir o pão cuja parte era do outro. O que vai acontecer? 

Seria Deus infiel com o missionário? De maneira nenhuma. Ele enviou o recurso, mas foi usado para alguém, e fora do propósito.

"Cadê o dinheiro que tava aqui?"

Não acontece o mesmo quando o Senhor da Igreja usa muitas pessoas e envia muitas outras provisões, mas os líderes distorcem o propósito, e usam com fins levianos? Como assim? O investimento em cimento negligenciando missões. Ou o investimento em missões, sem critérios.

"Cadê o dinheiro que tava aqui?"

O livro do profeta Ageu nos ajuda a compreender essa realidade. O povo estava investindo em suas próprias casas o dinheiro que deveria ser investido na re-construção do templo. 

"Cadê o dinheiro que tava aqui?"

Será que não acontece o mesmo em outros investimentos? Vale a pena viajar com o dinheiro que não é seu? Vale a pena promover festas e banquetes como dinheiro que não é seu? Vale a pena andar de carro com o dinheiro que não é seu? Vale a pena morar melhor com o dinheiro que não é seu? 

"Cadê o dinheiro que tava aqui?"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

EU VI UMA CRUZ E UMA ESPADA!

Hoje eu me ajoelhei para agradecer por tanta coisa e tanta gente boa que me cerca. Tantas oportunidades. É graça sobre graça.

Fiz isso exposto aos raios de sol, por causa do frio. E então aquela claridade forte e gostosa, nos meus olhos fechados, provocou-me uma visão. 

Sim. Eu sei que foi o efeito do sol nas minhas pálpebras, mas o que importa é o que vi: um formato de Cruz e ela, aos poucos, foi se tomando forma de uma Espada. 

Daí lembrei de que tudo o que tenho, o que sou, eu devo à Cruz de Cristo e a sua Palavra que é a Espada do Espírito (Ef. 6.17). 

A Cruz de Cristo e a Espada do Espírito é que dão sentido a nossa vida, e ao nosso ministério. 

Espero que essa "visão" seja também o seu norte e o seu reconhecimento. 

Que você não fique entre a Cruz e a Espada, mas que assuma uma e outra como significado de sua existência. 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Como se comportar numa Assembleia de Membros?

O livro de Atos dos Apóstolos bem como outras cartas do Novo Testamento narram o acontecimento de algumas Assembleias. Em toda a Bíblia elas acontecem. No Antigo Testamento o povo se encontrava para decidir questões à porta da cidade. Isto era uma Assembleia. 

Assembleia significa ajuntamento do povo de Deus para decidir questões importantes de como fazer a vontade dEle.

Aliás, o termo grego Ekklesia é derivado desse contexto. Igreja é isso: o ajuntamento do povo de Deus para discutir questões de como fazer a vontade do Cabeça da Igreja.

Quero destacar então uma Assembleia Extraordinária compartilhada por Lucas no Livro de Atos cap. 15. Ali, a questão era doutrinária com implicações práticas.

Numa certa altura a Assembleia ficou em silêncio, enquanto ouvia Barnabé e Paulo (At. 15.12). E quando terminaram Tiago tomou a palavra (At. 15.13).

Depois desse processo os apóstolos, os presbíteros e toda a Igreja decidiram escolher aqueles que fossem levar o parecer a Antioquia (At. 15.22).

E qual foi o parecer?

Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês nada além das exigências necessárias: Que se abstenham de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, e da imoralidade sexual... (At. 15.28-29).


Outra Assembleia Extraordinária foi para a escolha dos diáconos (At. 6), bem como para o reconhecimento de missionários (At. 13). 

Em todas essas Assembleias o que fica evidente é a submissão da Igreja em ouvir e obedecer à voz do Espírito Santo, na busca de obedecer a vontade de Deus. 

Como pode ser isso? 

Somente se tivermos um mesmo pensar, um mesmo sentir e um mesmo agir tal como houve em Cristo Jesus (Fp. 2.2). Todo esse capítulo vai destacar o exemplo de Cristo sendo vivido não só por Paulo, mas por Epafrodito que quase morreu, arriscando a própria vida pelo Evangelho. E nesse contexto Paulo alerta sobre os perigos do partidarismo, das queixas, das preferências... 

Esse de ser o espírito de uma Assembleia de Membros.