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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Raquel era pastora. E...?

Podemos aprender muitas coisas práticas em Gênesis 29.1-14: 

Raquel não era única com responsabilidade pastoral. Havia um grupo de pastores (29.3-4). A ideia de Colegiado hoje, é interessante. 

As ovelhas não eram de Raquel. O rebanho pertencia ao seu pai Jacó (29.9). Aí está um princípio joia. As ovelhas que pastoreamos não são nossas; são do Pai.

Raquel e os pastores levaram as ovelhas para beber água e guardá-las (29.7-8). Eles conheciam as necessidades das ovelhas. Também nós, pastores  eclesiásticos, precisamos buscar o melhor pra ovelhas de Jesus.

Esses princípios são válidos para o pastorado hoje, mas o organograma não. O modelo ensina como fazer, mas o organograma define quem vai fazer. Raquel cuidava de ovelhas-bichos-animais. 

Não havia uma definição doutrinária acerca de Teologia Pastoral nesse contexto. Cuidar de animais é uma coisa, cuidar de Igreja é outra.

O problema não é necessariamente o termo "pastora", mas o que se entende culturalmente quando se ouve "pastora". Se trouxer a ideia de que ela está acima dos homens-casados e também de outros líderes, contamina a Teologia Pastoral e fere os princípios pra família. Talvez por isso Paulo fala ser vergonhoso a mulher falar na Igreja. É vergonhoso no sentido de fazer calar o marido e assumir à frente.


O pastorado de gente pode ter sim o cuidado pastoral das mulheres, mas não permite "autoridade de homem". Esse termo parece machista, mas não deve ser considerado assim porque Paulo o usa numa carta pastoral para ensinar que, na Igreja, o governo está sobre os ombros dos homens (1 Tm. 2.12) numa perspectiva de "hierarquia funcional" e não de superioridade opressora ou rival.

A questão não é diminuir a mulher, mas sim protegê-la de se expôr a uma responsabilidade extremamente pesada.

Minha esposa pastoreia comigo, mas não usufrui desse título porque, culturalmente, traz em si implicações de autoridade sobre o rebanho. Por outro lado, já presenciei um modelo bem bíblico mesmo sendo alguém chamada de pastora: era um Colegiado e dentre os pastores estava a pastora responsável pelo ministério infantil. Algo bem delineado. Achei interessante.

Repito: a problemática é não fazer distinção entre o governo e dom, entre a posição de autoridade e liderança e o ministério de cuidar de corações. 

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