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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Estatística Trágica sobre Pastores!


A princípio fiquei assustado com essa pesquisa feita nos EUA (Instituto Schaeffer): 
a) 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão,
b) 71% estão “esgotados”. 
c) 72% dos pastores dizem que só estudam a Bíblia quando precisam preparar sermões...
c) 80% acredita que o ministério pastoral afeta negativamente as suas famílias...
d) 70% dizem não ter um “amigo próximo”.
e) 80% dos estudantes de seminário (incluindo os recém-formados) irão abandonar o ministério dentro de cinco anos. 

Por que essa estatística trágica? Deveríamos mesmo nos assustar? Não é a colheita de algumas imprudências?

Por que lutam contra a depressão e muitos estão esgotados? Porque o ministério pastoral é solitário sim e alguns não sabem lidar com isso e desejam ser paparicados; porque algumas igrejas tratam os seus pastores como funcionários; porque eles são pressionados a mostrar resultado; porque existe um espírito de cobrança e crítica sobre eles e suas famílias; porque eles não podem se mostrar frágeis; porque normalmente não serão compreendidos se confessarem suas fraquezas.

Por que muitos pastores estudam a Bíblia só pra pregar? Honestamente eu não aprecio departamentalizar a nossa vida. Vida e ministério andam juntos. Se amamos ao Senhor e a sua Palavra vamos nos alimentar quando preparamos uma ministração e vamos querer pregar o que é o nosso alimento particular. Eu não gosto dessa separação grotesca, por outro lado, também crítico quando a coisa se torna mecânica e não tem estreita relação com a vida. O perigo é o profissionalismo engessado do ministério. 

Por que o ministério afeta negativamente a família? Não apenas porque a Igreja não sabe se comportar frente as suas cobranças, mas porque os próprios pastores costumam não saber se comportar bem. Muitos tem casa pastoral dentro do terreno da Igreja e não fazem uma separação, tornando a sua cozinha cozinha da Igreja. Muitos não colocam um cadeado no portão para ter privacidade familiar. Alguns pastores não olham para a sua casa como prioridade. Não se preocupam com a casa em si, não consideram as aspirações emotivas da esposa, não dedicam tempo aos filhos. 

E porque muitos não permanecem no ministério? Ora porque a Igreja não oferece as devidas condições, ora porque eles buscam um padrão acima da simplicidade e acham que ministério, obrigatoriamente, precisa oferecer um bom "pé-de-meia". 

Quem tem culpa? Tanto a Igreja como os próprios pastores. Que cada um faça melhor a sua própria parte, e valorizem juntos o ministério, a família e o próprio pastor enquanto ser humano.

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