Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Você Gosta de Fast-Food?

Se você acompanha esse blog você gosta muito de fast-food. Ah! Uma loja do Mc foi aberta em minha cidade essa semana.

Há perigos. Depender dessas comidas... não sustenta; mas elas podem servir de socorro e "terapia" em alguns momentos.

Eu vejo assim as reflexões desse blog. Podem até ser úteis em socorrer você em algum momento. Trazer alguma luz e até algum prazer. E espero que alguns bons incômodos também. Mas, se você depender delas pra se sustentar na fé e na vida, não será suficiente.

Leia a Bíblia. Medite nela. Ore. E então coma algum fast-food quando quiser.

Pedro é Cascalho

"Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja" (Mt. 16.18) Alguns defendem que "esta pedra" é uma referência à seguinte revelação que Pedro teve: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". (Mt. 16.18)

No entanto, Jesus faz um "trocadilho" na língua grega: "Tu és Pedro (gr. "Pétra") e sobre esta pedra (gr. "pétra") edificarei a minha Igreja".

"Pétra" é "cascalho", fragmento de pedra. E "pétra" é "rocha". Jesus é a rocha e Pedro o cascalho. Ou seja, apesar de Pedro a Igreja seria edificada por Jesus. Pedro seria apenas um instrumento.

Tanto é que a história continua e Pedro não concorda com a Cruz de Cristo. E Jesus diz pra ele: "Arreda! Satanás; tu és para mim pedra de tropeço..." (Mt. 16.23). E "pedra" aqui é uma outra palavra grega: "escândalo". É isso que Pedro era.

E você? Tem sido um cascalho útil ou um escândalo para a Pedra que edifica?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Você Está Sendo Filmado!

Câmaras estão espalhadas por toda parte. Seria invasão de privacidade? Elas realmente colaboram na segurança? Hoje todos vivem como se estivem num verdadeiro "reality show". As câmaras nos filmam até nas auto-estradas. 

Essa filmagem, no entanto, acontece há muito mesmo antes de toda tecnologia. Não me refiro aos servos que vigiavam a mando de seus senhores. Todos sempre estiveram debaixo do olhar minucioso do Senhor Deus.

Hoje não é diferente. "Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons". (Pr. 15.3).

Ninguém foge ao olhar soberano do Criador. Muitos vivem como se estivessem enganando a todos. Eles é que estão enganados. Nada escapa ao olhar bondoso e justo do Senhor.

O que nos causa pensar assim? 

Respeito pelo Criador. Ele nos criou para a Sua glória e pensar em Seu olhar pode nos motivar a honrá-lo.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um Jardim Sombrio e o Monte da Caveira

O Getsêmani é a ante-sala da Crucificação porque ali Jesus suou gotas como de sangue.

Há um elo entre esse Jardim e o Monte da Caveira.

O Getsêmani se revelou um Jardim sombrio tal qual o Gólgota.

Esse Jardim sombrio se tornou necessário porque o primeiro Jardim foi invadido pelas Trevas.

Satanás se fez presente nos dois Jardins. Lá no Éden ele se mostrou serpente, lá no Getsêmani também. Judas beijou como cobra.

Os dois Jardins foram alvo da intervenção de Deus: no primeiro a condenação, no segundo o prenúncio da salvação.

A partir daí, todos os jardins podem se tornar um lugar de paz até que o terceiro e último Jardim, o apocalíptico, aconteça com restauração definitiva.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Espertos e Espertalhões

Fique longe dos espertalhões. Eles normalmente são legais, oferecem as "melhores" oportunidades e são "bons" amigos.

Espertos são aqueles que aproveitam as oportunidades. Aqueles que estão antenados. Mentes ágeis, mãos habilidosas e pés ligeiros. 

Os espertos não cochilam, apenas tiram o sono do descanso básico e necessário.

Os espertalhões também estão ligados, mas como aproveitadores impiedosos da ingenuidade e até dos fracassos alheios. Mentes que maquinam o mal, mãos perigosas e pés sorrateiros.

Os espertalhões não cochilam, apenas dormem profundamente para as coisas que exigem um caminho de renúncias e lutas legítimas e honestas.

 E então? De que lado você está?

domingo, 26 de agosto de 2012

Mateus 24 para Pré-Tribulacionistas

Com que óculos você lê Mateus cap. 24? Alguns acreditam que todas as coisas descritas ali serão vivenciadas pela Igreja. Já outros acreditam que ela será arrebatada antes. 

Nossa leitura é a partir da perspectiva Pré-Tribulacionista. 

A primeira questão é: À quem Mateus escreve? O público-alvo de Mateus é povo judeu. Daí melhor entendemos o "sacrilégio terrível" a ser realizado no templo (24.15). A Judéia é apontada como um local dos acontecimentos (24.16). 

Outra questão: "Qual o Evangelho será pregado nesse período?" O Evangelho do Reino que é próprio para a Grande Tribulação, pois é nesse período que Deus tratará de forma específica com Israel e salvará o seu remanescente (Rm. 11.25-32). Hoje pregamos o Evangelho da Graça. As portas estão abertas a todos.

Mais uma pergunta: "Que tipo de tribulação é essa?" Como nunca houve. E olha que Jesus está falando com os judeus, que passariam por perseguição escabrosas desde o Império Romano, passando por Hitler até a atual perseguição dos árabes muçulmanos e palestinos. E ainda não será o fim. Será mesmo uma "Grande Tribulação".

Uma dificuldade: "Se a Igreja será arrebatada depois, como fica a sequência do capítulo que menciona a Vinda de Jesus depois desses dias?" (24.27-31) É que a "Parousia" (Segunda Vinda de Cristo) se dará com o Arrebatamento da Igreja (1 Ts. 4.13-18) e depois com a Vinda do Senhor para pisar nessa terra para o Milênio, quando todo olho o verá (24.30).

"Quem são aqueles que serão deixados?" (Mt. 24.30-31) Serão deixados aqueles que creram na Grande Tribulação e entrarão no Milênio com Cristo. Os que serão tirados o serão para o Juízo Final.

E quando acontecerá tudo isso? (24.3) "Jesus falou que todas essas coisas aconteceriam naquela geração ainda?" (24.34) Charles Ryrie diz que "esta geração" é uma referência à "raça". 

O que achou? Faz sentido? Seria interessante vermos também sob outras perspectivas.

Instagram: @vacilius.lima

sábado, 25 de agosto de 2012

O Dinheiro no Casamento

Acabei de ler Gary Chapman sobre "O Casamento Que Você Sempre Quis". No capítulo 9 ele   da dicas de como o casal deve se comportar relação ao dinheiro. 


O problema não é quantidade de dinheiro que o casal possui, mas a sua atitude em relação ao dinheiro e a maneira com lidam com ele.

“A grande tragédia da vida não é falhar em obter o que se deseja. A grande tragédia da vida é alcançar alvo e descobrir que seus esforços não valeram a pena”. (Jeanette Clift)

Planejar bem, comprar, poupar, investir e ofertar são todas as atividades que fazem parte da mordomia cristã (1 Co. 4.1-2)

SEU, MEU E NOSSO
Lembre-se de que são parceiros, não competidores. Não existe dinheiro meu, o dinheiro é nosso.

CONSENSO NO ORÇAMENTO
Nenhum dos dois deve fazer uma compra sem consultar o outro. A felicidade vem do relacionamento e não das coisas.

PLANEJE PLANEJAR
Um planejamento financeiro aperfeiçoado não serve só para beneficiar você, como também o Reino de Deus (Mt. 6.33 cf. Pv. 3.9-10).

PLANEJE POUPAR
O orçamento bíblico planeja o futuro (Pv. 22.3). Necessidades emergenciais normalmente não é expressão de fé, mas de administração irresponsável.

PLANEJE BEM AS COMPRAS A PRAZO
Por que usamos o crédito? Porque desejamos agora o que não podemos pagar agora. Deixe as alegrias futuras para as realizações futuras. Aproveite hoje o que possui hoje. Por que você precisa ter o maior e o melhor agora?

PLANEJE QUEM CUIDA DO QUE
De acordo com a habilidade de seu cônjuge reparta as atividades financeiras.

PARA ENCERRAR:
1. Se estiver endividado tome medidas: busque conselho, corte gastos, se desfaça do cartão.

2. Faça um orçamento bíblico onde 10% é para contribuição, 10% é para poupar e 80% é pra gastar com responsabilidade. GOSTEI DESSA: 10% PARA POUPAR. QUEM CONSEGUE PASSA BEM A MÉDIO LONGO PRAZO. É uma questão de decisão e atitude.

3. A comunicação é a chave-mestra para as tomadas de decisão, em todas as áreas.

Encontro de Casais, na Aline e Junior, aos 25.08.12



Dois Bodes e a Crucificação

Hoje na aula de Teologia surgiu a questão dos dois bodes mencionados em Lv. 16.8-9. Um bode seria para a expiação dos pecados e o outro também, de acordo com o verso 5.

A diferença é que um seria sacrificado e outro enviado ao deserto, por isso seus respectivos nomes eram: "bode expiatório" e "bode emissário".

A grande polêmica é que o "bode emissário" seria enviado ao deserto à Azazel. Azazel para alguns representa o diabo. Daí surgiu a "teologia da negociação" de Deus com o diabo ou a "teologia de satisfação do diabo" na obra da Cruz. Metaforicamente "As Crônicas de Nárnia" de C. S. Lewis mostra uma cena em que a feiticeira branca recebe Aslan para negociar a culpa de Adão.

O que decorre daí é a ideia de que a Crucificação foi uma missão de Jesus para cumprir o amor do Pai e as exigências do diabo ao mesmo tempo. Esse é um mal-entendimento da doutrina da redenção.

A obra de Jesus na Cruz foi para satisfazer tão somente aos propósitos de Deus, que amou o mundo de tal maneira que se expressou em Jesus.

O sacrifício de Jesus na Cruz foi perfeito, definitivo e suficiente. Ele é ao mesmo tempo o "bode expiatório" que nos purifica com o Seu sangue, e o "bode emissário" que afasta de nós  as nossas transgressões (Sl. 103.12). 

E o diabo não gostou de nada disso.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Bíblia Fala Sobre Sexo Anal?

Sim. A Bíblia fala sobre sexo anal.

O texto de Romanos capítulo 1 aborda que os atributos invisíveis de Deus se tornam conhecidos pelas coisas visíveis, mas o homem resolveu adorar a criação no lugar do Criador (Rm. 1.20, 25). 

Essa inversão fez com que Deus entregasse os homens para cometerem toda sorte de paixões infames, diz o texto sagrado (Rm. 1.26). E dentre essas deturpações se encontram a relação homem com homem e a preferência de algumas mulheres por um uso contrário à natureza em suas relações íntimas (Rm. 1.26-27).

E tem uma outra questão além da teológica. Uma questão de Anatomia, de saúde física e até mesmo de higiene. Esse tipo de relação sexual pode causar a laceração do esfíncter e provocar sérios problemas.

Sexo é bom, melhor ainda é quando não machuca.


Você Entende Romanos Cap. 7?

Paulo realmente não conseguia viver somente no Espírito? Normalmente ele cometia o mal que que detestava e não conseguia fazer o bem? Seria mesmo uma autobiografia Romanos cap. 7?

Você já leu Fernando Pessoa? Ele escreve a partir de heterônimos: Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro por exemplo. Esses personagens são tão reais, mas não passam de uma representatividade dele mesmo. É mais ou menos assim que D. A. Carson interpreta Romanos capítulo 7. 

Paulo ali se coloca como um judeu debaixo da lei, um religioso que não consegue viver uma vida plena no Espírito. Assim ele explica a tensão entre lei e graça e a impossibilidade de Israel satisfazer a Cristo e a Lei ao mesmo tempo.

Admitir Paulo não conseguindo viver plenamente no Espírito seria contradizer o capítulo 6 que fala de oferecer os nossos membros como instrumentos de justiça, e também seria contrário ao capítulo 8 que propõe a vida no Espírito como caminho inevitável para quem se refaz conforme a imagem de Cristo. 

Portanto, vamos nos livrar de todo "heterônimo" que nos faz viver uma vida dupla e andemos no Espírito.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que Você Está Fazendo Com a Sua Vida?

Essa pergunta me confrontou hoje. E você? O que você está fazendo com a sua vida? Ela passa rapidinho. Não passa?

As crianças se eternizam em suas brincadeiras. Elas não tem crise existencial. A vida é eterna para elas. Nem sequer passa que um dia a vida passará.

Quando atingem a adolescência desejam que a vida passe logo. O adolescente tem pressa de viver. Vive loucamente e nem se dá conta que tudo passará. E deseja que tudo passe logo para que conquiste maior idade e seja completamente livre.

Em chegando na juventude emancipada muitos são os projetos e as realizações. A curtição anestesia e a juventude passa voando com uma sensação de vigor eterno. Mas, passa.

E ao passar beirando já a idade do lobo. Lá pelos 40 e alguma coisa. Já não se quer mais contar. Ninguém mais quer exibir os numerais. Dezenas só até os 40 e não importa as unidades de anos que preanunciam a passagem pela meia idade (dos 35 aos 58 anos).

Você já pensou que ao chegar aos 50 anos resta apenas cerca 23 para você? 

Segundo o IBGE (senso de 2010) a estimativa de vida do brasileiro subiu para 73,4 anos, que está dentro da idade prevista pelas Escrituras (Sl. 90.10). E se você tem apenas 40? Já viveu mais da metade da sua vida.

Éh! O que estamos fazendo com a nossa vida? Temos investido em valores que deixarão saudades? Qual o seu investimento que permanecerá? Não aquele que o ladrão rouba e o ferrugem come.


Perdi o Medo de Morrer. Sabe Por quê?

Não me coloco numa perspectiva da vida eterna agora. Vida escondida em Cristo, penhorada para a salvação é indiscutível para quem nEle está. Ele mesmo prometeu que não lançará fora todos os que viessem a Ele.

Mas, olhando pelo prisma da vida terrena e de tudo que ela propõe: família, projetos, relacionamento, passeios, comidas, livros, sexo, tecnologia etc. Ninguém quer ir embora tão cedo. Confesso que meu maior medo é deixar uma esposa linda, filhos maravilhosos e a bênção em ser útil a quem me cerca. 

Hoje amanheci com uma pensamento diferente. Medo de morrer? Estou diante de um dia lindo. Todos estão aqui perto de mim. Estou escrevendo. Não existe medo, existe celebração. 

A sensação é de que estou no lucro. As misericórdias do Senhor se renovaram mais um dia. Se me preocupar com o amanhã não vou sugar o néctar da vida. O medo inibe, atrofia, anestesia as sensibilidades melhores. Por que temer algo que já está determinado? O que tem de acontecer, acontecerá. E normalmente sem avisos. E se eu me ocupar com isso não vou conseguir aproveitar o máximo das coisas boas que posso desfrutar hoje. O amanhã não nos pertence.

Novamente: a sensação de estar no lucro é maravilhosa. Não merecia respirar nem hoje e aqui estou. Aleluia. Vou roer o caroço, e que seja assim todos os dias. Faça isso você também.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Rubem Alves Pra Mim...

Já no final da minha adolescência comecei a descobrir o encanto dos livros a partir da filosofia e da teologia. Um dos meus primeiros livros, nessa fase, foi "Conversas Com Quem Gosta de Ensinar" de Rubem Alves. Explico melhor "nessa fase": já havia lido alguns livros como "Memórias de um Fusca" e outros contos. "Nessa fase" merece a nota de que ela dura ainda hoje porque nunca mais deixei de ler gente que pensa.


Em entrevista no Programa do Jô (01/06/2011), que tive acesso só agora, ele fala de seu livro "Variações do Prazer" e propõe um passeio pela Teologia (Agostinho), Filosofia (Nietzche), Economia (Marx) e Culinária (Babett). Fiquei curioso e ainda mais encantado com a genialidade desse pedagogo, que escreveu mais de 80 livros.

No entanto, muito me entristeço ao saber que ele perdeu a razão ao perder a fé. Fez Teologia em Princepton. Faz citações até da Bíblia como texto sagrado, mas não demonstra temor algum e sujeição ao Evangelho. Depois do câncer se voltou criticamente contra Deus. Esse Rubem Alves eu não admiro.

Que bom que eu e você podemos aproveitar o que as pessoas tem de melhor.


Você é Livre Pra Vencer?

Você consegue agradar a Deus em sua própria força? É legítimo agradar a Deus em seu próprio esforço?

Eu perguntei porque fui despertado nesse manhã com um sentimento sereno de que não sou capaz, por mim mesmo, de me apresentar puro diante de Deus (Jd. 24-25).

Isso me fez pensar...

Qual o chamado de Jesus? "Tomai sobre voz o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt. 11.29-30).

Então o meu próprio esforço só acrescenta sofrimento e cada vez impossibilidade de ser livre?

Quem quer mesmo descanso pra alma sobrecarregada precisa trocar o peso do pecado, do mundo e do diabo pelo peso sem pesar que não sufoca, que não oprime, não castiga, não deprime, nem se cansa.

Liberdade na pessoa de Jesus. Liberdade na dependência do Espírito. Liberdade na intimidade com o Pai. Liberdade! Liberdade!





segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Embaixadores?

Ontem ouvi uma reflexão interessante: Os embaixadores representam seus respectivos países e governos em outro país. E como tal não pode criar leis próprias e não ter vínculo ético, moral e legal com quem representa.

Todos aqueles que um dia se tornaram discípulos de Cristo são embaixadores do Reino aqui nessa terra (2 Co. 5.20). Estamos todos de passagem e na verdade enviados para nesse mundo representar o mundo celestial.

Como viver então? De maneira justa, santa e piedosa (Tt. 2.11-14). O que isso significa como embaixadores? Viver como representante que corresponde ao esperado por Aquele que o enviou.

domingo, 19 de agosto de 2012

Uma Queda Para o Alto

"O novo livro de Diogo Mainardi é uma comovente narrativa sobre seu filho que nasceu com paralisia cerebral e uma portentosa representação intelectual das emoções". (Veja de 22/08/12)

A reportagem de Mario Sabino sobre o livro "Uma Queda Para o Alto" escrito por um autor de quatro outros romances, Diogo Mainardi - aquele do Manhattan Connection da Globo News, que se via onisciente nessas obras e que agora tem a sua vida escrita por garotinho de pernas tortas. 

Vou comprar e ler o livro, mas só pela reportagem dá pra perceber que uma possível grande lição é que não somos os autores definitivos de nossa própria história. O nosso enredo tem participação e até protagonismo de muita coisa que foge ao nosso controle, e que se pudéssemos seria diferente.

Esse livro nos ajuda, mas vai na contra-mão da auto-ajuda barata. Aquela que diz: "Se você acreditar tudo vai dar certo". O que é o certo? Um filho nascer com paralisia cerebral? O conceito de certo para Diogo é de aprender com filho e não de não ter um filho assim. 

Não é assim como muita coisa na nossa vida? Ter fé, acreditar, lutar, vencer... pode ser sinônimo de choro, renúncia, dificuldades, deserto e aprendizado nas intempéries que não gostaríamos de viver.

Música na Igreja: Dá Pra Ser Eclético?

Matthaus Henrique me perguntou sobre o Rock pesado na Igreja. E expressões do tipo: "Deus é Hip-Hop". Claro que há um estranhamento natural para quem não curte esse tipo de música. Mas, e os outros? O que a Bíblia diz sobre música?

Em primeiro lugar, os instrumentos músicos foram inventados por um tal de Jabal (Gn. 4.21). Esse registro está no livro de Gênesis que conta as "origens" das coisas criadas por Deus e daquelas que foram inventadas pelo homem. Deus colocou no homem capacidade inventiva.

Tanto é que o homem inventou tanto instrumento que a própria Bíblia cita a cítara, os tamborins, as trombetas, as harpas, o címbalo, o alaúde, a flauta, o clarim, a lira, o pandeiro, o tambor etc. Você encontra todos esses instrumentos na Bíblia e eles são de sopro, de cordas e de percussão. E desses vieram todos os outros. 

Uma das problemáticas está em associarmos certos instrumentos a determinados grupos de religião ou tribos. Mas, os instrumentos são livres e independentes de qualquer grupo ou movimento.

E, obviamente, todos os ritmos vieram da pluralidade desses instrumentos. Então o cerne da questão não são os instrumentos em si, mas questões doutrinárias (de mensagem a ser transmitida) e éticas como inteligibilidade e química. 

Sim. É inteligível a letra da música? Eu consigo ouvir claramente e entender a mensagem? E por que há uma questão química-moral? Porque o que eu ouça provoca em mim reações. Se eu preciso agir e uma música me coloca pra baixo ela é maligna naquele momento. E as músicas que incitam à baterna e quebradeira? E aquelas que me provocam à sensualidade? Há tempo e ambiente pra todas as coisas.

Agora sobre Deus ser Hip-Hop... Rap, Romântico, Metal, Sertanejo etc, tenho uma opinião. A Bíblia diz que Deus é o Alto e o Sublime e que o próprio Céus não podem contê-lo (Is. 57.15). Então, Ele não pode ser estereotipado porque qualquer tribo ou cultura. Ele é "tudo", está em "todos" e isso significa estar acima de qualquer definição e comparação. Deus é Deus, é espírito, eterno, imutável, soberano etc.

Matthaus e você que também leu: qual a sua conclusão?

sábado, 18 de agosto de 2012

Meus Três Amores Podem Ser Teus Também

Hoje acordei pensando neles. Agradecido porque dos três, dois estão mais presentes, e um está mais perto ainda. Meus três amores seriam a Mara, a Jamily e o Thales? Opa! Tem mais um amor que nasceu recém, o Murilo. Não estou falando a princípios deles. Sou um homem de muitos amores. Rsss.

Refiro-me, entretanto, aos três amores mais básicos da língua grega: "ágape, filéo e eros". "Ágape" é o amor sacrificial. Não que seja indesejável. Ele é extremamente prazeroso em sua entrega. Normalmente é amor das mães, de várias esposas e de alguns sacerdotes. Esse amor ninguém tem por si mesmo. Ele é imanente em Deus, que o reparte com a gente na pessoa do Filho.

E o amor "filéo" que vem de "filos" que é termo-mãe para "filantropia"? É aquele amor que temos pelos nossos verdadeiros amigos. Amor companheiro, desinteresseiro e amistoso. 

Há também o amor "eros" que o próprio nome indica: "sexualidade". É o amor erótico, que também é importante. Não o mais importante. Deveria apenas fazer parte do pacote, pois nenhum relacionamento se sustenta se for esse o alicerce.

Esses três amores são meus, são nossos... mas como disse: "dois estão mais presentes" ("ágape" e "filéo") e "um mais perto ainda" ("filéo"). Hoje, depois de 11 anos de casamento,  três filhos, e algumas cirurgias no nosso currículo, eu e a Mara e também as crias estamos num tempo de amizade mais profunda, mais companheirismo. E tem sido muito bom.

Vale a pena tornar o "ágape" e o "filéo" o alicerce de nossa família. O "eros" só tem a ganhar com isso.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Maranatenses: Ex-alunos Só na Lista de Chamada

Soube que nesse final de semana os ex-alunos do Instituto Bíblico Maranata estão reunidos para uma Celebração especial. Parabéns!

A iniciativa é excelente, pois re-visitar o lugar que influenciou e determinou muito do que se é hoje motiva a continuidade dos bons princípios.

Esse encontro é uma Celebração e um tributo à sã doutrina, à ética pastoral e à visão missionária. 

Portanto, o Reino ganha, as Igrejas são fortalecidas e os obreiros renovados.

Cuidado Com as Ondas Bravias

Você já leu Mateus cap. 14.22-36? Fala sobre a incrível e fenomenal caminhada de Pedro sobre as águas.

O barco estava longe da praia. Já era de madrugada. Isso significa ondas bravias.

Pedro não duvida a princípio e anda uma longa distância sobre as águas, pois todos viam Jesus como se fosse ele um fantasma. Havia um raio de distância, senão o reconheceriam. Pedro caminha, caminha, caminha...

Olha para os ventos e as ondas bravias o assustam. Foi então que tirou os olhos d0 foco, do propósito, da meta, da direção, do alvo, de Jesus.

Foi afundando... Jesus então estende as mãos. O que isso nos diz? Pedro já estava muito perto.

Pedro caminho muito e afundou quando já estava muito perto, e o problema estava onde? Na dúvida.

A dúvida rema contra a maré, a fé (Rm. 14.23). Ela nos faz titubear, olhar para as tempestades e não para aquele que pode acalmá-la. 

Se não quiser afundar é preciso crer, mesmo que já se tenha caminhado muito e enfrentado muitas ondas.

Sermão Expositivo Para Quem Gosta de Pregar


A grande vantagem é que colabora para o princípio de fidelidade ao texto, pois ele garimpa as joias preciosas do texto. É o texto pelo texto.
 Texto é uma palavra oriunda de têxtil, tecido, entrelaçar de fios. Nesse sentido o Sermão Expositivo trabalha cada fio, tece, ou melhor, expõe o tecido em seus detalhes e riqueza. O pregador é um tecelão.
Não é a opinião do pregador que interessa, nem se cogita o que o autor queria dizer. O texto não quer dizer, ele diz. "Está escrito", está dito.
O Sermão Expositivo trabalha com um texto completo, ainda que seja um trecho, um parágrafo. E considera o contexto imediato do capítulo e do livro, e até o contexto mais amplo da Bíblia. Ele tem essa noção, mas se propõe a delimitar sua exposição ao trecho escolhido prioritariamente.
A exposição também pode ser seriada a fim de permitir que um livro inteiro seja trabalhado.
O Sermão Expositivo considera cada detalhe do texto em pauta, e tira dele a mensagem a ser pregada, aliás, a expõe.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Gospel e Sacro

Qual é a música? Ou melhor, o estilo de música que você gosta? Rock, samba, axé, MPB... Não importa o ritmo, a batida, o estilo, tudo pode ser "gospelnizado".

Agora pouco estava estudando inglês e apareceu a palavra "gospel". E já havia me esquecido. "Gospel" é "Evangelho". E música gospel deveria ser música calcada no Evangelho, tirada  dele, definida por ele, uma proclamação de suas palavras.

No entanto, na história da música brasileira a música gospel virou sinônimo de banda, de estilo diferente do tradicional, um movimento libertador do "sacro". Aliás, o que é "sacro"? É o que é "santo", e no entanto virou sinônimo de "arcaico".

É a velha tensão linguística entre o signo e o seu significado. A música na Igreja está sob o signo do gospel e do sacro, mas nem sempre corresponde ao significado do Evangelho e do Santo. Qual o significado do Evangelho e do Santo na música?

A música na Igreja deveria ser mais que estilo, mais que preocupação com ritmo. Ela deveria ser uma expressão do Evangelho genuíno e da santidade ao Senhor em múltiplos estilos, sem o preconceito do novo nem do velho.

Tenho Direito Só Porque Fizeram Pra Mim?

Temos direito a desfrutarmos de tudo o que fazem pra nós? Quando uma empresa respeitada e autorizada disponibiliza serviços significa que eu tenho direito?

Aparece na tela do celular algumas mensagens. Tipo: "Assista a vídeos quentíssimos por apenas R$ 2,99". Ufa! Sorte que a Anatel obrigou as operadoras a pedirem permissão para seus clientes.

E a TV por assinatura? Liguei para pedir cancelamento de um canal que veio no pacote, e a resposta foi: "Se tirar esse canal, saem também os outros desse pacote". Isso é democracia? Sorte que há o "Controle de Pais" com senha, que deve ser usado para controle dos próprios pais.

Também acontece quando vamos acessar no e-mail. Imagens rápidas e convidativas são geradas como iscas. 

Numa perspectiva privada e até social temos acesso livre a todas essas coisas. E se o prisma for a nossa espiritualidade e a ética? Daí aparecem os valores do respeito, da fidelidade, da santidade, da pureza contra tudo o que seja imoral, vadio, sujo, traidor. 

Então, não podemos confundir acesso livre com obrigatoriedade. Não é porque me está disponível que eu tenho que curtir.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Seria Esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno psicótico. A mente cria um mundo paralelo, o qual se torna tão real quanto a realidade. As alucinações visuais, sinestésicas e auditivas criam uma realidade na mente de que a sofre. Dá pra entender melhor no filme "Uma Mente Brilhante" (Russel Crowe) e também "Janela Secreta" (Johnny Depp).

Talvez agora a gente consiga entender algumas confusões. Tem gente a nossa volta que mente, briga, se deprime... e nós não conseguimos entender as razões. Elas podem ser esquizofrênicas. Por favor, não vamos sair diagnosticando precipitadamente.

Até as crianças. Elas podem ter amigos imaginários definitivamente, e levar isso por toda a vida.

O que podemos fazer? Quando algum caso parecer esquizofrenia?

Se não for possível encaminhamento a um profissional da área, vamos ter um pouco mais de compreensão, e orar por libertação mesmo. Ou se for o caso... entrar sutilmente naquilo mundinho imaginativo alheio, ou se não pudermos dar tanta asa ao menos dar cordas às conversas. Poderemos ganhar terreno para ajudar. 


O que Mais Importa na Vida?

Qual o viés das propagandas políticas? Moradia, Saúde, Educação e Segurança. Por quê? Porque na escala de prioridades da vida (Abraam Maslow) essas coisas estão na base da pirâmide social. 

Então, lutamos por essas conquistas. Perdemos a Saúde para depois comprá-la com tudo que conquistamos. E vemos tudo o que fizemos como castelo de areia diante dos imprevistos outros que a vida nos impõe.

Sendo assim é natural que muitos busquem a satisfação momentânea e muitos outros a espiritualidade. E dentre esses ainda há aqueles que, num contexto eclesiástico, buscam o poder e o reconhecimento dos cargos. O que mais nos interessa na vida? Inclusive na vida de Igreja?

Aliás, não gosto muito de fazer essa divisão entre o santo e o profano, porque tudo o que fazemos deve ser para a glória de Deus (1 Co. 10.31). 

Viver para a glória de Deus significa realizar a prioridade daquilo para o que fomos chamados. Tudo é periférico. O que importa, ou deveria importar é: "Deus em Cristo reconciliou consigo mesmo o mundo, e nos deu o ministério e a palavra da reconciliação" (2 Co. 5.18-21). 

Todas as outras coisas na vida servem a esse propósito. Celebre essa vocação e a vida lhe terá mais sentido.

Um Toque de Realidade

Foi lá num leigo de Hospital. Toquei essa realidade que só via acontecer com os outros em inúmeras visitas. 

Muitos me ligaram e enviaram mensagens e então eu pensei: "Muito bom, mas ninguém está aqui agora. Eu tive que enfrentar na carne aquela realidade fúnebre de Hospital". O chuveiro à gás e com jato forte lembrava um Hotel (realidade de outras vezes), as enfermeiras camareiras e garçonetes, mas a imaginação só me iludia e tocava constantemente a realidade gélida de um Hospital.

O que todos faziam nesses dias? Cada qual tocava a sua realidade, em suas casas, em seu trabalho.

É assim. A realidade se apresenta com cheiro, cor e toque. É o que vemos, mais do que os nossos olhos podem ver.

Podemos até repartir com os outros o que passamos, e quando passamos e sentimos aquele cheiro, aquela textura, nos lembramos, mas a realidade é a que vivemos no momento. 

E quando já vivenciamos o que os outros estão sentindo agora, podemos melhor compreendê-los e lhes oferece companheirismo. As minhas visitas aos Hospitais terão mais tato a partir de agora.

São nesses toques de realidade que acontecem os retoques necessários para uma vida de mais esperança, a partir do conforto que a experiência pode tocar.


sábado, 11 de agosto de 2012

Que Privilégio Pode Dizer: Serei Operado!

Os grandes "apóstolos" da atualidade se servem de todo luxo e regalias possíveis. Vivem muito bem. Inclusive defendem a sua saúde e segurança com os melhores médicos e clínicas particulares elitistas e andam de carros blindados com segurança particular para a família toda. Enquanto isso... a maioria esmagadora de seus seguidores, que sustentam suas vaidades, enfrentam as filas intermináveis do SUS (Sistema Único de Saúde) e correm risco o tempo todo nas idas e vindas do seu viver diário.

Como seria se R. R. Soares, Palharim, Edi Macedo e Valdomiro Santiago anunciassem que serão operados? Eles não podem dizer isso. Queimariam o seu grande produto de marketing. Como continuariam vendendo cura pela fé se estão sendo submetidos aos médicos? Escravos de suas "fantasias ideo-teológicas".

Ah! Falando nisso, desse lado de cada da vida, o lado da realidade do povo, estou eu. Um mero mortal. Um homem como todo homem. Uma hérnia inguinal e uma cirurgia prevista para essa segunda-feira dia 13. Que bom que é "segunda-feira 13"! 

Por que posso compartilhar e pedir oração? Porque sou servo de Deus como todos os outros, sujeito as dores e lutas dessa vida. Sou livre para falar da minha operação porque fui livre pelo Evangelho que mostra a cura, mas também mostra as vicissitudes e aflições. O Evangelho que prego, ensina: "no mundo tereis aflições" - disse o nosso Senhor e Mestre.

O Evangelho que prego fala de apóstolos-homens como nós. Líderes que sentiam dores, e tinham até enfermidades, como Paulo com sua oftalmia e Timóteo com as suas frequentes dores estomacais. 

Essa é a Bíblia que prego, por isso posso dizer livremente: "serei operado, graças a Deus. Orem por mim".


União Hipostática

Quem é Jesus? A identidade de Jesus sempre foi tema controvertido desde os seus próprios dias . Ele mesmo perguntou: "Dizem que eu sou  esse ou aquele... e vocês o que dizem?" (Mt. 16). 

Uma infinidade de livros já foram escritos a respeito dessa discussão que em alguns momentos foi acirrada na Igreja. Depois do Concílio de Nicéia e de Constantinopla, o Concílio de Calcedônia (451 A. D.) chega à conclusão de que Jesus Cristo possui dupla natureza (humana e divina) "inconfundíveis e imutáveis, inseparáveis e indivisíveis".

Sendo Jesus Cristo 100% homem e 100% Deus ao mesmo tempo, quando Ele diz "Deus meu, Deus meu porque me desamparaste" lá na Cruz, não é uma separação dessas duas naturezas. Não é o homem levando sobre si os nossos pecados e o seu "lado" divino não suportando. Jesus Cristo todo, completo, assumiu os nossos pecados. O que ocorreu é que o Pai soberanamente entregou o Filho com essa finalidade. E tinha que ser o Filho porque somente um homem poderia representar o homem diante de Deus e somente Deus poderia poderia representar Deus diante dos homens. E essa foi a missão não apenas substitutiva de Jesus por nós (pois merecíamos a Cruz pelos nossos pecados), mas sim representativa.

A tentação no deserto de igual modo não separou as naturezas de Cristo. Ele foi tentado na carne e continuou sendo Deus. Sempre continuou a sê-lo, mesmo quando o Filho honrava o Pai, porque o Filho é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 Jo. 5.20; Mt. 1.23; Jo. 1.1, 14).

Quando Ele se tornou carne nascendo da virgem Maria também não abriu mão da Sua divindade (Fp. 2.5-11) como ensina a doutrina da "kenosis". 

Essa é a União Hipostática, uma posição reformada e que assume as duas naturezas de Cristo, e defender assim nos faz entender até o Filho honrando a missão do Pai que o envia a primeira vez e o fará uma outra, e a data é planejamento de quem envia e não de quem é enviado, mas não diminui em nada a divindade do enviado, o Filho.




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ensaio Sobre a Fé, a Ousadia e a Prudência

Fé é ato milagroso de visualizar o amanhã e ter certeza dele hoje (Hb. 11.1). E esperá-lo chegar.


Ousadia, coragem é o ato de visualizar o amanhã e tê-lo como uma possibilidade. E sair em ao seu encontro, ativamente.


A fé não requer planejamento. É crer.

A ousadia, a coragem requer planejamento. É ação calculada.

Onde a prudência poderia entrar? Ambos requerem a prudência. 

A diferença é que a fé não envolve riscos porque é crer naquilo que Deus já nos deu para o amanhã. Não somos nós que decidimos o que fazer por fé. Deus decide em que projetos nós devemos entrar com fé. Parece imprudência agir por fé, parece loucura. Só parece porque não há riscos se for Deus que deu o primeiro passo nos chamando a exercer o que Ele tem pra nós amanhã.

Já a ousadia, a coragem requer maior prudência ainda, pois é a calcular onde se pode chegar amanhã. Seria interessante mesclar fé e ousadia.

Onde entra a imprudência? A imprudência é sub-produto dos tolos, dos descrentes, dos carnais. Isso significa que a ação do servo fora de planejamento e fora da vontade de Deus, ainda que feito em nome dEle e em nome da fé, é uma afronta a Ele porque se constitui num ato de soberba e independência. É muito fácil cair nisso nas compras. Compramos enquanto temos crédito e falamos que isso é fé, e depois "pela fé" pagamos o mínimo do cartão de crédito.

Que tal vivermos realmente pela fé (diante do que Deus planejou pra nós) e ter ousadia na caminhada das nossas conquistas?


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Confissão e Arrependimento

A confissão e o arrependimento deveriam andar de mãos dadas, mas nem sempre é isso o que acontece.

O que é a confissão? É o reconhecimento de se cometeu algo que afrontou algum princípio, padrão ou pessoa. E a quem se confessa? A quem se ofendeu.

O que é o arrependimento? Arrependimento do grego "metanóia" significa "mudança de mente". É o rompimento completo e definitivo com a prática que não se deve.

O que mais vivemos? A confissão e não o arrependimento.

Vale a pena confessar sem arrependimento? Não é o ideal, porém, pode ser um caminho que leve ao arrependimento.

O pecado seguido de confissão gera perdão (1 Jo. 1.9).

A confissão seguida de arrependimento gera livramento e rompimento com o mal.

Nunca deixe de confessar, mas busque o arrependimento.

Culpa: sinal de esperança

O prazer sem culpa é incomparavelmente melhor, mas se ainda há culpa talvez haja esperança.

Talvez? Sim. Depende do tipo de culpa que nos envolve.

Se a culpa for consequência de tabus e recalques - aqueles velhas opiniões tradicionalistas e puritanas - não tem sentido.

Já a culpa do mero remorso - sem desejo sincero de se romper com o pecado - também é somente nociva.

A culpa que frutifica para o bem é aquela tristeza de quem errou e, logo em seguida, foi tomado pela certeza do perdão.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quando Prazer e Culpa se Encontram...

O que acontece quando prazer e culpa se encontram? 

O prazer puro, autorizado, compartilhado, livre, amoroso... não promove culpa, salvo quando se tem tabus e recalques que "nojenteia" até o que é limpo. É o caso de quem acha que o sexo é consequência do pecado. Como sentir prazer se a cabeça condena o tempo todo, mesmo aquilo que Deus criou para a nossa alegria?

Já o prazer promíscuo, traíra, sujo, irresponsável... desencadeia culpa. E o que faz a culpa? A culpa inibe o prazer. 

É um ciclo cheio do vício de sentir prazer com a consciência pesada, e desse pesar limitando maiores prazeres.

Então, qual o caminho? Desfrutar dos prazeres que Deus criou dentro da Sua perfeita vontade. Sendo assim, haverá prazer, alegria e mente aliviada e tranquila.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Herança Maldita

Quais os bens que um sacerdote pode ter? 

Para a Movimento da Prosperidade: tudo e mais um pouco, pois eles (os sacerdotes) são referência para o povo. Quanto mais luxo e bens tiverem mais podem se colocar como modelo para o rebanho. 

E lá no outro extremo aqueles que seguem a linha da Ordem Beneditina, que dentre os votos está o da pobreza.

                                                                                                   Se possuir quaisquer bens, ou os distribua 
antes aos pobres, ou, por solene doação,  os 
confira ao mosteiro, nada  reservando  para  si 
de todas essas coisas: pois  sabe  que,  deste 
dia  em diante, nem do próprio corpo terá poder. 
(Regra de São Bento, capítulo 58).

É triste, mas alguns ainda acham que missionário de verdade é aquele que larga tudo e se sujeita a uma vida de "fé", e vida de fé no sentido de não ter nenhuma garantia nem parceiros definidos. Vida de fé que leva a quase uma mendicância por parte daqueles que deveriam ser honrados pelas Igrejas. 

Os nossos missionários já vivem pela fé. E a Igreja? É romântico e irresponsável enviar missionários sem a garantia de que precisam para a sobrevivência básica, sob a ilusão de que está fazendo a sua parte porque envia uma oferta simbólica e esporádica.

A Igreja também deve aprender a assumir missionários pela fé, e com a dignidade que merecem, e sem cair nas garras de uma regalia desnecessária.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eu Preciso Aprender a Confiar...

Se estamos sujeitos a tudo o que acontece nessa vida, tendemos a nos atemorizar e a viver completa insegurança.

O que poderia nos fazer andar seguros? 

Confiar que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm. 8.28). 

E então? Vamos descansar no Senhor? Vamos confiar no Seu cuidado, amor e bondade? Ou vamos preferir colocar os olhos no mal e nos perigos?

Melhor é descansar nEle e em Sua condicional promessa: "tudo é para o seu bem se você ama a Deus."

domingo, 5 de agosto de 2012

Moramos num Habitat Natural

A rua onde moro se tornou muito movimentada, de carros, caminhões e de gente desconhecida. A sensação é de invasão e desrespeito.

Aí vem a lembrança lugares lindos, bairros tranquilos, ruas arborizadas, vizinhança amistosa. E então aquela vontade de morar melhor. É natural.

Por outro lado, basta uma viagem longa e muito boa pra gente não ver a hora de estar de volta e na nossa casa, em nosso habitat natural.

É porque aquele rua que se tornou movimentada e invadida traz uma história. Por mais insegura que seja hoje, estar em seu próprio habitat dá segurança; ainda que seja só uma  sensação.

Vale a pena então, a nossa casa, a nossa gente, o nosso habitat natural. 

sábado, 4 de agosto de 2012

O Tempo Pode Curar?

Já ouvi tanto: "Só o tempo para cicatrizar esse ferida." O tempo traz o poder da cura?

O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções. (Martha Medeiros)

Você também pensa assim?

O tempo pode ser um aliado no alívio de nossas dores, mas por si só não cura. Ele pode nos ajudar a criar condições de maior suporte. Mas, a dor sempre estará ali. 

As dores da alma, da perda afetiva, do engano, dos maus-tratos etc, não podem ser reparadas com o passar do tempo.

Há feridas que Deus cura, mas mesmo a cura não significa "esquecimento amnésico". Ao nos depararmos com o cheiro, um gesto, uma mão parecida, um olhar, uma data... tudo volta como se tivesse acontecido naquela hora. Retorna a mesma sensação, o mesmo calafrio.

Então, resta-nos enfrentar os a vida com as marcas que ela nos permitiu fazer, com a Graça que nos é suficiente (2 Co. 12.7-10).