Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Não Desista dos Seus

Foi lá no Brigada de Aviação do Exército em Taubaté que conheci o Hino do Exército Brasileiro. Em apenas três dias eu já estava envolvido num sentimento de guerra em defesa da pátria amada e com a própria vida. Imagine se lá ficasse um ano inteiro? E se nesse ínterim estourasse uma guerra? Lutaria com fervor depois de ter cantado todos os dias esse refrão:


"A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor."



É assim que os grandes movimentos ideológicos fazem. A repetição é algo que penetra gota a gota a pedra dura até que ela fure. Aliás, esse sempre foi o método dos hebreus para transmitirem oralmente a "Torá" de geração a geração.

Não poderíamos usar esse recurso para as coisas mais nobres da vida? Não poderíamos falar mais e repetidas vezes aos corações que resistem a Palavra? Não deveríamos insistir mais com aqueles que amamos, sem a desistência que merecem algumas vezes?

O que importa não é quantas vezes alguém precisa ouvir, mas quantas estamos dispostos falar (ainda que seja somente com Deus).

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Deus Cuida de Mim!

"Deus cuida de mim na sombra de Suas asas". Que letra de música maravilhosa essa. Kléber Lucas foi feliz. Vira e mexe sou pego cantarolando essa melodia pra minh'alma.

É tão bom acreditar nisso quando as coisas não acontecem do jeito que a gente quer.

É tão bom perceber isso nos pequenos detalhes da vida, quando algumas coisas "bobas" dão certo. Sabe aquela única vaga no estacionamento que ficou pra você? E quando você está "fome" e sem nenhum centavo e alguém oferece graciosamente e sem saber um pão, um pedaço de bolo. Nem precisa estar com fome é interessante perceber a mão do Senhor quando temos o que repartir em momentos especiais, ou quando simplesmente recebemos uma visita. E aquela carona tão esperada, ou surpreendente naquele lugar, naquela hora? Alguém que resolve trazer o que devia sem que já não se esperava mais. Um abraço amigo e inesperado. Um presente, ou simplesmente ouvir: "lembrei de você". Um sorriso ou simplesmente um bom dia.

Você notou alguns "simplesmente"? Poderia ter usado muito mais, porque é na simplicidade da vida que a gente percebe o quanto Deus cuida de nós. Precisamos acreditar e perceber.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Escolhido

"O Escolhido" poderia ser o tema do enredo de um jovem que acabou de sair daqui de casa, depois de um "discipulado-aconselhamento". Por quê?

Ele é o único dentro de sua casa, em condições reais, no momento, de se colocar na brecha em favor dos seus.

O que ficou claro é que ele não tem outra opção senão de um comprometimento pleno com o Evangelho. Custe o que custar, e durante o tempo que for necessário. Até que os outros sejam finalmente alcançados.

Postura essa que envolverá vida com Deus, orações e muitas, revestimento da Palavra como fruto de uma busca insaciável, e alto nível de bom testemunho.

sábado, 20 de agosto de 2011

Um Dia em Barcelona

Descansamos bem na noite desse dia 08 de Janeiro de 2012. Um presente estar com Natã e Tére, Paulinho e CarlInhos. Passamos o dia juntos.
Foi um dia rico de compartilhar e comunhão retornando ao aeroporto de Barcelona. Em estando lá foi inevitável não conhecer o Camp-non do Barça e seu museu de futebol, e a mais famosa Igreja da Sagrada Família. Uma bela obra da arquitetura neogótica, de Antoni Gaudí. E as ruas estreitas, repletas de bares e lanchonetes? E as plantações de uva na estrada a fora? Também foi uma experiência culturalmente rica.
Ah! E o Mar Mediterrâneo? Depois de contemplá-lo fomos conhecer as ruínas das antigas construções romanas. O circo e o anfiteatro. Nesta hora arrepiei em ver onde os cristãos eram mortos pelos dentes das feras, também ali em Tarragona, uma antiga capital romana. Foi de perder o fôlego esse dia que parece ter sido um mês inteiro. Passou tão rápido, mas vi tanta coisa que conhecia só de ler que pareceu muito tempo.


Eu Preciso de Renovo

De tempo em tempo todos precisamos de renovo. O renovo de cada dia, depois do trabalho. O renovo do "sabath", depois de uma semana cheia. O renovo das férias, depois de um ano trabalhando.

E o que fazer quando o renovo não é esse agendado nos finais dos períodos? O que fazer quando se precisa de renovo no meio do dia, da semana ou há meses antes das férias?

O primeiro passo é assumir o próprio cansaço. Não se pode fazer de conta que está tudo bem, e que somos muito fortes.

Perceba a irritabilidade, e se esforce para o auto-controle, a fim de não ferir as pessoas que se encontram perto de você.

Tire momentos, com mais frequência, de situações de "relex". Coisas que dão prazer e que provocam um desligamento das preocupações.

Durma mais cedo. Talvez ligar a TV ou ir para internet, dependendo do horário, pode provocar mais cansaço ainda.

Enfim, fale com o Deus de peito aberto sobre o seu cansaço, e compartilhe suas tensões e preocupações com um amigo. Ajuda muito.

Ah! E sempre acreditando. Nunca perca a esperança. Encha o seu coração com aquilo que pode trazer esperança.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Menos Culpa, Mais da Graça!

Qual a nossa herança mais remota? Judaico-cristã. É bom entender por cristã a influência romana propriamente dita. Ainda preservamos muito das tradições romanas dos primeiros séculos da Igreja e do Deus dos judeus no Antigo Testamento. O que ambos ensinavam? Basicamente que Deus é castigador.

Crescemos com medo de Deus. Temos dificuldade em conceber Jesus sorrindo. Não há pinturas dos primeiros séculos da Igreja que manifeste júbilo. Há sempre um semblante caído e humilhante na face de Jesus.

Temos dificuldade em pensar Deus como alguém de bom humor. Esquecemos da criativade versátil da criação. As próprias cores manifestam alegria. São tantas.

Qual o problema? É que nos culpamos demais. E isso só nos torna mais libertinos, pois a culpabilidade não cura, apenas massacra, judia, castiga.

Diferente da Graça. A Graça nos confronta, mas nos liberta, nos perdoa, nos purifica, nos alegra, nos restaura.

E, então? O que é melhor? A culpa da lei e das tradições, ou a liberdade da confissão e a alegria do perdão?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Soberania e Amor Combinam?

Tenho medo da soberania de Deus. É o que sinto quando vejo que Ele, soberanamente, leva para si homens dos quais o mundo não era digno.

Bem, alguém poderia pensar... afinal, o mundo não era digno deles. E ainda: o justo é retirado antes que lhe venha o mal.

E quando não explicação das ações e decisões que Deus caprichosamente toma? Dá uma sensação de impotência e de insegurança. O que Deus pode permitir repentinamente conosco e com os nossos queridos?

O que fazer então, para não vivermos atemorizados? Somente confiar em Seu amor. É a confiança no amor de Deus que nos possibilidade descansar. Afinal, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam. E curiosamente, esses que amam a Deus primeiro foram amados por Ele num ato de pura soberania.

Que combinação perfeita do amor e da soberania!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Migalhas

Ninguém deseja viver de migalhas, mas elas podem ser um socorro bem presente.

São as migalhas que não permitem a morte de alguns mendigos.

Algumas migalhas também são oferecidas aos trabalhadores do Reino. Enquanto a grande maioria se ocupa consigo mesmo, se ouve as lamúrias daqueles que padecem no campo e de coisas das quais poderiam ser poupados.

É interessante como migalhas caem de mesas simples, num ato generoso e cheio de esforço em repartir, o que se define por migalhas pela quantia e não pelo ato, pois nele se revela um coração abnegado.

Migalhas caem de alguns banquetes, interpretadas como abundante provisão, mas Deus sabe que não reparte nada. Essas migalhas não passam de "farelo". Aí também daqueles que se banqueteiam sem comprometimento, das migalhas repartidas pelos desfavorecidos.

As migalhas também podem ser, e não passar, apenas de cuidado do Senhor para não permitir a fome contínua, o constrangimento e a humilhação, e até a morte definitiva da esperança. Assim foi poupada a mulher siro-fenícia que não se importava se desfrutaria apenas das migalhas da graça, que de tão superabundante sempre se traduzirá em banquete.